quinta-feira, 21 de abril de 2011

Notícias

Há algum tempo que não venho aqui dar notícias. Os blogues das aulas e as actividades lectivas e extralectivas têm-me 'prendido' muito. Mas tal não quer dizer que o CLP tenha andado inactivo.
Na verdade:
Vou dando notícias...

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

4ª edição do Concurso de Língua Portuguesa

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Língua Materna, decorreu a 4ª edição do Concurso de Língua Portuguesa, promovido e organizado pelo CLP. Cerca de trinta alunos do 3º ciclo e setenta do secundário participaram na Eliminatória do Concurso. As 3 melhores equipas, de cada nível de ensino, passaram à Final. Parabéns a todos!

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Clube da Língua Portuguesa e o Blogue

O Blogue do CLP tem andado 'parado'. O mesmo não acontece com o Clube. As Actividades direccionadas para a língua, a literatura e a cultura portuguesas, promovidas e organizadas pelo CLP, têm tido lugar. Assim, continuamos com o programa, na Rádio Barcelos (91.9), "O Som das Palavras", Oficinas de Leitura, Encontros com escritores, comemoração de efemérides, Oficina de escrita...

Desde 2007 que o CLP tem envolvido muitos alunos da Escola Secundária/3 em Actividades que pretendem chamar a atenção para a importância do domínio e conhecimento da língua materna, favorecer a criação de hábitos de leitura e de discussão de ideias, estimular o gosto pela leitura e pela escrita, tentando contribuir para a melhoria do domínio da língua portuguesa dos alunos.

Muitos desses alunos encontram-se agora no Ensino Superior ou no mundo do trabalho. Gostaria de saber até que ponto as Actividades do CLP influenciaram a sua formação e as suas escolhas, em que medida constribuiram para o conhecimento da língua e da literatura portuguesas ou de que modo os ajudaram a desenvolver as competências de leitura e de escrita.
Espero, pois, os comentários.
PS: Deixem a vossa identificação :-)

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago (1922- 2010)

Há muito que aqui não venho. Para o próximo ano lectivo, isso será remediado. E volto hoje por causa de uma notícia triste. Com todo o respeito e admiração pela obra de José Saramago, aqui fica o registo do seu desaparecimento. A sua obra e ele por meio dela ficarão para sempre.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dia da Língua Materna

O Dia da Língua Materna foi, mais uma vez, comemorado pelo CLP com a 3ª edição do Concurso de Língua Materna.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Texto de Platão sobre a Escrita

SÓCRATES - Ouvi dizer que havia perto de Naucratis, no Egipto, um daqueles velhos deuses a quem os Egípcios consagravam uma ave chamada Íbis [que] tinha o nome de Theut; foi ele o inventor da aritmética e do cálculo, da geometria e da astronomia, o jogo do xadrez e dos dados, mas a sua grande descoberta foi a escrita. Tamuz, também por eles chamado Amon, reinava sobre toda a região, na cidade do alto Egipto a que os gregos chamam Tebas egípcia. Theut veio ao encontro do rei e exibiu perante ele as suas artes dizendo ser conveniente ensiná-la aos habitantes do Egipto. O rei indagou qual seria a utilidade de cada uma delas e ora as criticava, ora as elogiava, segundo lhe pareciam bem ou mal realizadas. Seria fastidioso repetir tudo aquilo que Tamuz disse a Theut, quer louvando quer censurando cada uma dessas artes. Mas quando chegou a vez da escrita, disse Theut: 'Aqui está, ó rei, algo que permitirá aos Egípcios tornarem-se mais sábios e dar-lhes uma memória melhor; pois eu encontrei o remédio tanto para a memória como para o engenho.' O rei respondeu-lhe: 'Ó Theut, mestre incomparável! Nem sempre o pai ou criador de uma arte é o melhor juiz acerca da utilidade ou inutilidade das suas invenções para os que serão seus utilizadores. Neste caso, sendo tu o pai das letras, por amor às tuas criaturas, foste levado a atribuir-lhes uma qualidade que elas não possuem: é que esse teu invento vai originar o esquecimento nas almas dos aprendizes, já que eles, sabendo escrever, deixarão de exercitar a memória; pelo contrário, confiarão nos caracteres escritos externos e não se lembrarão já por eles próprios. O que tu descobriste tem o condão de ajudar não a memória mas a recordação; portanto, ensinas aos teus discípulos não a verdade, mas a aparência da verdade: eles serão ouvintes de muitas coisas, mas não terão aprendido nada; parecerão ser muito cultos, embora sejam ignorantes na maior parte das coisas” (Platão, in Fedro 14 (274b-277a))

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Alegoria da Caverna de Platão

Sócrates – Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas. Glauco – Estou vendo. Sócrates – Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que o transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio. Glauco – Um quadro estranho e estranhos prisioneiros. Sócrates – Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e dos seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica de fronte? Glauco – Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida? Sócrates – E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo? Glauco – Sem dúvida. Sócrates – Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam? Glauco – É bem possível. Sócrates – E se a parede do fundo da prisão provocasse eco, sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles? Glauco – Sim, por Zeus! Sócrates – Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados. Glauco – Assim terá de ser. Sócrates – Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora? Glauco – Muito mais verdadeiras. Sócrates – E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram? Glauco – Com toda a certeza. Sócrates – E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras? Glauco – Não o conseguirá, pelo menos de início. Sócrates – Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e a sua luz. Glauco – Sem dúvida. Sócrates – Por fim, suponho eu, será o Sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal como é. Glauco – Necessariamente. Sócrates – Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna. Glauco – É evidente que chegará a essa conclusão. Sócrates – Ora, lembrando-se da sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que aí foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram? Glauco – Sim, com certeza, Sócrates. Sócrates – E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples criado de charrua, a serviço de um pobre lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia? Glauco – Sou da tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira. Sócrates – Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol? Glauco – Por certo que sim. Sócrates – E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que os seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se a alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo? Glauco – Sem nenhuma dúvida.

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal

HISTÓRIA ANTIGA
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças. E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação. Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
Miguel Torga, Antologia Poética. Coimbra, Ed. do Autor, 1981

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Literatura e Cinema

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ministério da Educação não avança com acordo ortográfico no próximo ano

«A aplicação do acordo ortográfico nas escolas não vai entrar em vigor no próximo ano, anunciou a ministra da Educação Isabel Alçada, esta manhã, no final da abertura do seminário “O Impacto das Avaliações Internacionais nos Sistemas Educativos”, no Conselho Nacional de Educação, em Lisboa. “Estamos a definir a estratégia mas ainda não estão definidas metas. Não é no próximo ano ainda, [porque] temos que fazer todo um trabalho com os diferentes parceiros para definir a forma como o acordo ortográfico será introduzido.”, disse à margem da conferência. Isabel Alçada assegura que “não é complicado” aplicar o acordo nas escolas. No final de Novembro, em Bruxelas, a ministra da Cultura Gabriela Canavilhas disse que o acordo entrará em vigor em Portugal, sem atrasos, em Janeiro. “Há uma planificação prevista que vai ser cumprida, tal como ela foi aprovada”, disse Gabriela Canavilhas. No entanto, Portugal tem como meta 2014 para terminar a aplicação do acordo que foi assinado em 1990. (Enric Vives-Rubio, "Público", 16.12.09)

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Há muito que aqui não venho...

É verdade que há muito que aqui não venho. Por razões diversas, externas umas, interiores outras. Mas eis chegada a altura de voltar. O CLP não tem estado parado. Deixo aqui notícias de algumas 'coisas' que andamos a fazer.
"O Som das Palavras", programa do CLP na Rádio Barcelos (91.9), continua a ser realizado por mim e pelos alunos, agora às sextas-feiras, entre as 18h e as 19h (mais coisa menos coisa, ou seja, mais ou menos publicidade radiofónica): http://somdaspalavras.pt.vu
"Dia do CLP" - apresentação e divulgação do CLP. Inscrições de novos elementos.
Em colaboração com a Biblioteca da Escola, organizámos um encontro com o escritor José Luís Peixoto, no dia 10 de Dezembro: http://bibliobarcelinhos.blogspot.com
"Literatura e Cinema" - apresentação de livros, seguida da exibição dos filmes - sexta-feira, dia 18 de Dezembro, ao longo do dia.
Participação na rádio-escola, "Rádio Grafonola".
Actividades a realizar:
Recital de Poesia
Jornadas Saramaguianas
Sarau Cultural (em colaboração com a BE)
Comemoração do Dia da Poesia (em colaboração com a BE)
Comemoração do Dia da Língua Materna
Oficina "Poesia e fotografia"
Comemoração do Dia do Livro
...

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sim, a escola tem de ser isto...

Lugar central de estudo, de esforço, de trabalho, de disciplina, de aquisição de conhecimentos, de partilha, de crescimento intelectual e de aprendizagem da cidadania. Escola e professores a precisarem de uma urgente e efectiva repromoção social e simbólica. É preciso, sim.

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Dia Internacional pela Erradicação da Violência Contra as Mulheres

Cerca de 70 por cento das mulheres em todo o Mundo já foram física ou sexualmente agredidas por homens ao longo da sua vida. De acordo com o retrato feito pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, a maioria das agressões é levada a cabo pelos próprios maridos, parceiros ou alguém muito próximo da vítima. Em Portugal, a situação não é muito diferente conforme os dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. Esta quarta-feira, assinala-se o Dia Internacional pela Erradicação da Violência Contra as Mulheres como forma de recordar o assassinato das três irmãs Mirabal, na República Dominicana. Decorria o ano de 1960, quando a 25 de Novembro as três irmãs foram assassinadas a mando do regime ditatorial de Rafael Trujillo. As suas mortes provocaram um movimento de insurreição do povo, que terminou com a morte do ditador. Em 1981, a data foi escolhida pelas activistas femininas sul-americanas como marco na luta contra a violência contra as mulheres. Mais tarde, em 1999, as Nações Unidas decretaram o dia 25 de Novembro como o Dia Internacional pela Erradicação da Violência Contra as Mulheres.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Riqueza de humanidade

«No Uganda, um grupo de mulheres doentes de sida sobrevive a trabalhar numa pedreira. O que elas fazem é partir pedras à mão e depois vendem-nas aos construtores. E sobrevivem com apenas uma refeição por dia. [...] Quando estas mulheres souberam do tsunami e do furacão Katrina nos EUA - e, mais recentemente, do terramoto em L’Aquila – organizaram-se e conseguiram reunir dinheiro para as vítimas. Disseram elas: “Sabemos o que é viver sem casa e sem comer. Se eles pertencem a Deus, pertencem também a nós. Por isso, vamos ajudá-los”. E ofereceram uma quantia considerável que, realmente, lhes fazia falta. Os jornalistas escandalizaram-se. Acharam que não era justo disporem assim do dinheiro sendo tão pobres... Acharam, tal como a esmagadora maioria, que fazer caridade deveria ser apenas dar o que sobra. Então, uma mulher doente disse aos jornalistas: “O coração do homem é internacional, não tem raça, nem cor e comove-se!” Que invejável, a riqueza de humanidade destas mulheres!»
(In Página1)

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

As três vidas, de João Tordo, venceu o Prémio Literário José Saramago

As três vidas, de João Tordo, venceu o Prémio Literário José Saramago, atribuído pela Fundação Círculo de Leitores. O prémio foi entregue, ontem, em Penafiel, na presença do próprio Saramago. Com o objectivo de distinguir jovens escritores portugueses até aos 35 anos, o Prémio Literário, que passará a ser atribuído, já a partir do próximo ano, alternadamente entre Portugal e Espanha. foi para João Tordo, nascido em Lisboa, um ano depois da revolução de 74. O júri escolheu esta obra entre 36 autores do universo lusófono. "Não tenha dúvidas de que efectivamente gostei do seu livro, mas não esqueçamos que 70% da boa literatura é linguagem", disse José Saramago ao premiado. Para Saramago, João Tordo "tem dotes de efabulação que não se encontram facilmente, não perde o pé, o que numa narrativa é fundamental". "Recomendaria apenas os 70% mais importantes de uma obra literária são simplesmente a linguagem. E que a cuide, que a defenda, que a proteja, que se responsabilize por ela porque tem essa responsabilidade, não por ganhar o prémio, mas porque é um autêntico escritor", disse. "As três vidas" é o terceiro romance de João Tordo, e conta a história de um homem inocente caído num enredo de acontecimentos mundiais que se cruzam por uma quinta nos arredores de Santiago do Cacém. "Além da marca reflexiva (e autoreflexiva) da narrativa, João Tordo demonstra grande capacidade em descrever ambientes citadinos, o espaço claustrofóbico das grandes cidades, mesmo que nesse romance a acção também se passe em território nacional: no Alentejo e numa Lisboa pessoanamente "revisitada", disse Maria Nazaré Gomes dos Santos. "Sou o sexto escritor que vence este prémio, atribuído bianualmente. É uma grande responsabilidade porque a partir do momento em que ficamos debaixo deste jugo que é o nome de José Saramago - nome mais importante das nossas letras nos últimos cem anos - temos de fazer jus desse nome. Portanto, tudo o que vier daqui para frente são momentos que me vão obrigar a pensar muito bem naquilo que vou escrever e publicar", confessou o premiado. (In Jornal de Notícias)

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domingo, 18 de outubro de 2009

Hoje, porque sim.

http://www.youtube.com/watch?v=o24ZnHcVnnw

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Prémio Nobel da Literatura 2009: Herta Müller

O Prémio Nobel da Literatura foi atribuído este ano à escritora alemã de origem romena Herta Müller, de 56 anos. A romancista, nascida em 1953 na aldeia de Nitzkydorf, perto de Timisoara, na Roménia, é distinguida pela Academia sueca por ter, “com a densidade da poesia e a franqueza da prosa, representado o universo dos deserdados”. “[Müller] Ficou muito, muito contente, e nós também”, disse, em Munique, Leonie Obalski, a porta-voz da sua editora, a Hanser Verlag. Estão publicados em Portugal os romances da autora “O Homem é um Grande Faisão Sobre a Terra”, edição da Cotovia, e “A Terra das Ameixas Verdes”, da Difel. A escritora receberá o prémio no valor de 10 milhões de coroas suecas (980 mil euros) a 10 de Dezembro, na capital sueca. A estreia literária de Müller fez-se com a colecção de contos “Niederungen”, em 1982. A obra foi censurada na Roménia. Em “Drückender Tango” (1984), tal como no primeiro livro, descreveu a vida numa pequena vila romena em que se falava alemão e a “corrupção, intolerância e repressão” que lá se vivia. A imprensa romena criticou negativamente as obras, ao contrário da alemã. Proibida de publicar na Roménia, pelas suas críticas públicas à censura e ao regime de Nicolae Ceauşescu, Müller emigrou em 1987 com o marido, o escritor Richard Wagner. O escritor alemão Günther Grass afirmou-se “impressionado e muito contente” com a atribuição do Nobel a Herta Müller. “É uma óptima romancista”, declarou Grass, Prémio Nobel de 1999, à AFP. “Confesso que o meu favorito era Amos Oz. Mas devo sublinhar que o Comité Nobel tomou uma óptima decisão”. Müller tornou-se a 12ª mulher a ser galardoada com o Prémio Nobel da Literatura. Ao todo, foram entregues 101 Nobel da Literatura, desde a criação do galardão, em 1901. (in P1)

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

5 de Outubro de 1910: implantação da República

O termo "república" provém do latim res publica ("coisa pública").
A Revolução de 5 de Outubro de 1910 pôs termo à monarquia em Portugal, dando lugar à República, forma de governo na qual os representantes são escolhidos pelo povo por meio de eleição realizada por voto livre e secreto, com vista a permitir afirmar os valores da dignidade da pessoa humana, da liberdade, da igualdade e da justiça.
Joaquim Fernandes Teófilo Braga nasceu em Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, nos Açores, a 24 de Fevereiro de 1843. Pertencia a uma família da aristocracia açoriana, mas a morte da mãe deixou-o numa situação de grandes dificuldades económicas. Começou, então, a trabalhar bastante cedo como tipógrafo. Mais tarde, com uma pequena mesada que o pai lhe atribuiu e com trabalhos de tradutor, explicações e alguns artigos e poemas que escrevia, conseguiu tirar o Curso de Direito na Universidade de Coimbra onde foi contemporâneo do poeta Antero de Quental. Doutorou-se em 1868, e publicou estudos sobre literatura como a História da Poesia Popular Portuguesa, o Romanceiro Geral. Em 1872 tornou-se catedrático de Literaturas Modernas. Dedicou-se vários anos ao estudo da doutrina de Comte, tornou-se defensor do Positivismo e publicou vários ensaios e artigos em que desenvolveu as suas teses. Dirigiu também as revistas Positivismo, com Júlio de Matos, e Era Nova, com Teixeira Bastos. A par da actividade de professor e investigador, tornou-se um destacado militante do Partido Republicano Português. Participou na organização do Tricentenário de Camões em 1880, que foi afinal a primeira grande manifestação pública de republicanismo. No mesmo ano, publicou a História das Ideias Republicanas em Portugal. As suas obras e a sua acção política tornaram-no alvo de perseguições, mas apesar disso manteve-se sempre firme na defesa dos seus ideais. Ainda durante a monarquia assumiu os cargos de Vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de membro do Directório do Partido Republicano Português (PRP), de que era presidente quando se deu a revolução do 5 de Outubro. Muito respeitado no País e no estrangeiro, foi escolhido para chefe do Governo Provisório com funções de Presidente da República. Foi o seu governo que adoptou a Bandeira Nacional (29 de Novembro de 1910) e A Portuguesa como hino nacional. Após a aprovação da Constituição foi deputado e, a 14 de Maio de 1915 foi eleito Presidente da República. Assumiu as funções de Chefe de Estado de forma simples e despretensiosa, retomando as suas actividades de investigador quando concluiu o mandato. A sua obra constitui uma verdadeira enciclopédia da História da Literatura Portuguesa: pois deixou 360 trabalhos publicados.Morreu em Lisboa com 80 anos, em 1923. (PNL)

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Porque tenho orgulho em ser professora

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A beleza como arte e humanidade. Fotografias de Hans Sylvester

Nos confins da Etiópia, a três dias a pé da pista de Addid-Abeba, a mais de mil quilómetros de Khartoum e a séculos da modernidade, Hans Sylvester fotografou, durante seis anos, tribos onde homens e mulheres, crianças e velhos são génios da arte contemporânea. Os corpos deles são a tela que escolhem e os dedos os pincéis. As fotografias são de uma beleza exuberante e pura:

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