quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

CLP - Bookcrossing

Para comemorar o dia Internacional da Língua Materna, no dia 21 de Fevereiro, o Clube da Língua Portuguesa (CLP) lança a toda a comunidade educativa o desafio de entrar na aventura do Bookcrossing na Escola: O CLP - Bookcrossing O que é o Bookcrossing? O Bookcrossing é o acto de deixar livros num espaço público (neste caso, apenas dentro do recinto escolar), para que possam ser encontrados por outros, que irão continuar a cadeia. Como funciona? Depois de registados os livros junto dos elementos do CLP (pode, se preferir, deixá-los com a Carla da Biblioteca), eles ficarão com uma etiqueta com informações esperar que sejam encontrados por um novo leitor, que percorre o seu caminho para o site e deles dá notícias. É obrigatório registar-me no Bookcrossing? Se encontrares um livro e quiseres lê-lo deverás fazer o teu registo no CLP ou na Biblioteca. Se quiseres libertar um livro, deverás também fazer o registo. Posso ficar com o livro para mim? Os livros que irão circular pertencem ao CLP e àqueles que os quiserem libertar. Ora, sabemos que não devemos danificar ou ficar com coisas que não nos pertencem!! Onde posso encontrar os livros? Serão criadas “Zonas de CLP – Bookcrossing” assinaladas com cartaz no recinto escolar: Polivalente; Pavilhão gimnodesportivo; Bloco A . O que quer dizer “libertar um livro”? Como fazê-lo? Significa colocá-lo no “roteiro” do CLP – Bookcrossing. Tens um livro que já leste ou tens duas edições do mesmo livro e queres oferecê-lo a outros para que eles também o possam ler? Liberta-o! Para tal, deverás registar esse livro no CLP ou na Biblioteca e depois deixá-lo numa das zonas de Bookcrossing da Escola.

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Relembrando Vieira e não só, o romance de Inês Pedrosa

A Eternidade e o Desejo, de Inês Pedrosa

Há dois fascínios neste romance que também acaba por ser mais qualquer coisa (perto do ensaio), e uma questão pertinente. Comecemos pelos fascínios: Padre António Vieira, com extractos dos seus sermões (em textos a negro) “entremeados” na ficção, e o Brasil, país que é hoje uma segunda casa para a autora. A questão é a seguinte: no decurso de uma viagem turística (e cultural) em que somos diariamente bombardeados por uma grande quantidade de informação, o que conseguimos absorver? Inês Pedrosa, ao viajar com o Centro Nacional de Cultura pelos locais do Brasil por onde andou o Padre António Vieira, pensava: e se eu fosse cega, de tudo isto, o que ficava? Assim, a sua heroína (narradora) não vê, na sequência de um acidente no Brasil, motivado por uma paixão que perseguiu. Decide lá voltar, na companhia de um amigo (também narrador), para revisitar e compreender Vieira em terras do Maranhão. “A Eternidade e o desejo são duas coisas tão parecidas, que ambas se retratam com a mesma figura”, disse Vieira. A sensualidade e o erotismo à flor da pele num país que se alimenta de emoções, mistérios, superstições e relações calorosas, bem como na extraordinária palavra de um homem/padre que, no século XXI, mantém toda a actualidade. (Máxima)

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Padre António Vieira nasceu há 400 anos

Mestre da língua portuguesa António Vieira nasceu em Lisboa de uma família modesta de servidores do Paço. Entre os seus ascendentes contava-se uma avó mulata, provavelmente filha de uma escrava negra trazida para a metrópole. Jesuíta, pregador, missionário, homem de Estado, clássico vigoroso e dúctil da língua portuguesa, nele se fundem o idealismo utópico, sebastianista, e o homem de acção, tanto no domínio social como político.Paladino de alguns direitos humanos (não tanto para as mulheres...), lutou por um Portugal independente, aquém e além-mar na época da Restauração. Nele acentuam-se facetas do Barroco, como o jogo, a ironia, o culto do paradoxo, a extravagância e a espiritualidade, bem como era sua uma mentalidade de feição escolástica e messiânica.Se, para Marcel Bataillon, "Vieira era quixotesco", o jesuíta não tem apenas um lugar proeminente na literatura, mas na vida portuguesa do séc. XVII, tanto na metrópole como no Brasil. Talvez a sua ascendência tenha sido vital no futuro missionário que conhecia a língua geral dos índios. Foi aliás, no colégio da Baía que adquiriu uma formação de latinista, bem como aguçou a destreza dialéctica que o tornam único no seu tempo. Ordenado sacerdote em Dezembro de 1634, depressa se tornou num pregador teatral, acutilante e desassombrado, impetuoso.De D. João IV e D. Luísa de Gusmão recebeu a admiração e a S. Roque acolhia um público só para o ouvir. Nos sermões de Vieira, as teses defendidas eram, umas vezes, teológicas, outras morais e políticas. António Sérgio considerou-o um clássico pela expressão, transparente, liberta da moda cultista: "Se gostas da afecção e da pompa das palavras e do estilo que chamam culto, não me leias" - adverte o orador, explicando que sempre lhe valeu a clareza e que só por ser entendido era ouvido. Defendia, portanto, uma estética da simplicidade, contra os "requintes gongóricos", e a refutação de elementos contrários no desenvolvimento da argumentação, após o que exigia o tirar uma conclusão. Era um homem do poder estético, do movimento dialéctico, da música da palavra, concisa ou densa, não alheada da perspectivação de ideias, movimentada, plástica, valores, afinal, de uma época cultivadora de jogos de imagens quando era perigosa a reflexão. Gostava de ser admirado, havendo quem o acusasse de querer "pasmar" em vez de converter". Quanto ao púlpito, refere Hernâni Cidade, era a válvula de escape do comentário político."Padre António Vieira, independentemente da abundância de uma personalidade invulgar e do vasto raio da sua acção , deve ser lembrado como um dos grandes mestres da língua portuguesa- A.M.G. (Diário de Notícias)

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Dia Internacional da Língua Materna

Dia Internacional da Língua Materna

Celebra-se a 21 de Fevereiro o Dia Internacional da Língua Materna, o qual foi proclamado pela Conferência Geral da UNESCO em Novembro de 1999. Desde Fevereiro de 2000 que se comemora este Dia Internacional, com o objectivo de promover a diversidade linguística , cultural e o plurilinguismo. São à volta de 6000 as línguas faladas no mundo. No entanto, cerca de metade está em risco de extinção. Felizmente o português não faz parte deste grupo, é a 5ª língua com maior número de falantes (cerca de 230 milhões).
Para assinalar este dia, o CLP planeou as seguintes actividades:
1. Lançamento do CLP Bookcrossing na Escola.
2. Exposição sobre as Variantes do Português.
3. Concurso sobre "Línguas maternas".
Brevemente daremos mais novidades!

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Procura a Maravilha

Autor da foto: Pedro Moreira

Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe a barcos e bruma. No brilho redondo e jovem dos joelhos. Na noite inclinada de melancolia. Procura.
Procura a maravilha. (Eugénio de Andrade)

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Professores

Dois excertos da crónica de Inês Pedrosa na "Única" desta semana. Aguardam-se comentários!
"Os Portugueses confiam, acima de tudo, nos professores. E querem dar-lhes mais poder. A revelação surge numa sondagem feita pelo Instituto Gallup para o Fórum Económico Mundial - que aponta «os políticos» como os seres menos confiáveis. É natural. O ar do tempo está saturado de corrupção - da ilegítima, tradicional, e da legítima, pós-moderna. (...)
Pelo menos, os portugueses sabem que é na qualidade da Educação que se encontra a chave do desenvolvimento do país. E que não há computador que compense a falta de um bom professor".
(Foto: Autor: Jmac)

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domingo, 3 de fevereiro de 2008

Carnaval a lembrar a língua portuguesa

A mais bela maneira de expressar
"Quem sou eu?
Tenho a mais bela maneira de expressar
Sou mangueira... uma poesia singular
Fui ao Lácio e nos meus versos canto à última flor
Que espalhou por vários continentes
Um manancial de amor.
Caravelas ao mar partiram
Por destino encontraram o Brasil...
Nos trazendo a maior riqueza
A nossa língua portuguesa
Se misturou com tupi tupinambrasileirou
Mais tarde o canto do negro ecoou
Assim a língua se modificou."
(Excerto da letra da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira, 2.º lugar no desfile do Rio de Janeiro - Carnaval 2007)
(Retirado do sítio Ciberdúvidas)

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